Avaliando riscos com Microsoft Defender for Cloud: como priorizar recomendações de segurança no Azure

Avaliando riscos com Microsoft Defender for Cloud: como priorizar recomendações de segurança no Azure

29 de Agosto de 2025

Introdução

Com a crescente complexidade dos ambientes em nuvem, priorizar ações de segurança tornou-se tão importante quanto implementá-las. O Microsoft Defender for Cloud é a plataforma nativa do Azure para gestão de postura de segurança (CSPM), detecção de ameaças (CWPP), automação e governança de segurança.

Neste artigo, vamos explorar como usar o Defender for Cloud para:

  • Avaliar a postura de segurança de ambientes Azure e multi-cloud
  • Entender e priorizar recomendações de segurança
  • Usar o Secure Score como métrica contínua de melhoria
  • Automatizar correções com políticas, playbooks e integração com Azure Arc

O que é o Microsoft Defender for Cloud?

O Defender for Cloud é um serviço nativo do Azure que monitora, avalia e recomenda melhorias de segurança em:

  • Recursos do Azure (VMs, redes, storage, PaaS)
  • Ambientes multi-cloud (AWS, GCP via conectores nativos)
  • Ambientes on-premises (com Azure Arc)
🔗 Documentação oficial

Avaliação contínua com o Secure Score

O Secure Score é um indicador de postura de segurança geral do seu ambiente, medido de 0 a 100%, baseado em recomendações implementadas ou não.

Exemplo de visualização:

Cada ação de melhoria contribui com pontos, ponderados por:

  • Severidade do risco
  • Impacto no ambiente
  • Facilidade de correção

Como priorizar recomendações

Etapas práticas:

  1. Acesse Defender for Cloud > Recommendations
  2. Ordene por Severity (High, Medium, Low)
  3. Use os filtros por ambiente, tipo de recurso ou tags
  4. Priorize ações que:
    • Reduzem exposição (ex: portas abertas, storage público)
    • Corrigem falhas de identidade (ex: ausência de MFA, roles amplas)
    • Ativam proteções (ex: backups, firewall, logs)

Exemplo de recomendações críticas:

RecomendaçãoTipoImpacto
Storage com acesso públicoExposição de dadosAlta
VMs sem endpoint de backupRecuperação de desastreAlta
Subnets sem NSG aplicadoAcesso irrestritoAlta
Key Vault sem firewallAcesso global ao cofreAlta

Correção com automação e políticas

Você pode corrigir vulnerabilidades de forma automatizada com:

  • Quick Fix (ações sugeridas diretamente no Defender for Cloud)
  • Azure Policy com deployIfNotExists
  • Playbooks com Logic Apps
  • Workbooks para acompanhamento visual

Exemplo de política para forçar NSG em subnets:

{
  "if": {
    "field": "type",
    "equals": "Microsoft.Network/virtualNetworks/subnets"
  },
  "then": {
    "effect": "deployIfNotExists",
    "details": {
      "type": "Microsoft.Network/networkSecurityGroups",
      "roleDefinitionIds": ["/..."],
      "deployment": {
        "properties": {
          "mode": "incremental",
          "template": { ... }
        }
      }
    }
  }
}

DeployIfNotExists – Azure Policy

Integração com ambientes híbridos e multi-cloud

Com o uso de Azure Arc, é possível trazer servidores físicos, VMs em outros provedores e até clusters Kubernetes para dentro do Defender for Cloud.

  • Instale o agente Azure Connected Machine
  • Ative o plano de proteção desejado
  • As recomendações passam a incluir seus workloads externos
🔗 Defender for Servers com Azure Arc

📈 Visualização e relatórios

Use Azure Workbooks e Export to CSV/Power BI para:

  • Dashboards executivos com Secure Score por subscription
  • Relatórios de conformidade (ISO, CIS, NIST)
  • Análises históricas de melhorias aplicadas
🔗 Modelos de Workbooks para Defender

🎯 Boas práticas

PráticaBenefício
Agir com base nas recomendações críticas primeiroRedução de riscos reais
Usar Tags e filtros para segmentar ações por time/projetoGovernança eficiente
Automatizar correções sempre que possívelAção em escala
Integrar ambientes híbridos com Azure ArcSegurança unificada
Revisar Secure Score semanalmenteMelhoria contínua

✅ Conclusão

O Microsoft Defender for Cloud não é apenas uma ferramenta de alerta, mas uma plataforma completa de postura e resposta de segurança em nuvem. Usando recomendações priorizadas, Secure Score, automação com políticas e integração com ambientes híbridos, é possível construir um ambiente resiliente, auditável e em conformidade.

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